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Em entrevista, a educadora Laura Monte Serrat Barbosa partilha com os leitores da revista um pouco de suas impressões sobre a educação
PM - O que os pais podem fazer em casa para os filhos manterem o interesse pelos estudos mesmo com a proximidade do fim do ano letivo?
LB – A melhor forma de pais ensinarem o interesse pelos os estudos é pela valorização da responsabilidade da história dos seus filhos. Devem estabelecer rotinas, distribuir obrigações cotidianas em relação as tarefas domésticas, valorizas as atividades culturais no rádio, na televisão, na praça e outras que possam existir na sua cidade. Também sugiro que eles contem histórias desde quando a criança é pequena para que entrem em contato com as letras já cedo, e que conversem com seus filhos sobre conhecimentos variados, e não ficar somente na tradicional pergunta: “E ai? Como foi hoje? O que aprendeu?”.
Valorizar os estudos para que seus filhos se interessem por eles dependem de como os pais se interessam pelo conhecimento, de como colocam sua curiosidade e de como resolvem problemas. O interesse pelos estudos não surgem de sermões, de broncas e de ladainhas, mas sim a partir do estudo de tensão que um tema ou assunto possa gerar. Também surge a partir das histórias de vida dos pais, e do interesse dos pais pelo que o filho está aprendendo. Portanto, não há receitas, e sim a possibilidade de uma relação permeada de dúvidas, de questionamentos e de muitas possibilidades de pesquisas e de respostas.
PM - Como é possível apelar para a educação emocional?
LB – Para a educação não se apela. Educação é a nossa única possibilidade para que nos tornemos seres humanos. Nascemos da espécie humana e nos humanizamos por meio da educação. Ela não departamentalizada – sempre que educamos consideramos as diversas dimensões do sujeito a ser educado: dimensão racional, relacional, afetiva e emocional. Portanto se educamos não precisamos apelar para uma educação emocional, pois ela já se encontra privilegiada em qualquer ato educativo.
Artigo retirado da revista Profissão Mestre Agosto /08-Nº 107
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